Jeffrey Dahmer | Parte 1: O Monstro de Milwaukee

 
 
Jeffrey Dahmer assassinou cerca de dezessete pessoas, a maioria dos assassinatos ocorreram durante os anos '80 e '90. Seus crimes eram particularmente hediondos, envolvendo estupro, necrofilia e canibalismo.

Apesar de ter sido diagnosticado como portador de três perturbações mentais diferentes: transtorno psicótico, transtorno borderline e transtorno de personalidade esquizotípica, o serial killer recebeu a sentença de, 
dezesseis penas de prisão perpétua (957 anos de cadeia).

Jeffrey Dahmer é considerado um dos maiores serial killers da história, não apenas pela quantidade de vidas que tirou, mas por sua ousadia e pelo requinte de crueldade com que cometia seus crimes.

Confira abaixo a primeira parte desse artigo, mergulhei muito a fundo na história do mesmo, em análises, tal como de outros serial killers, e não me aprofundarei demais, portanto, vamos por partes.
 
UM PASSEIO PELA VIDA DE JEFFREY DAHMER

Jeffrey Dahmer - Mentes Perturbadas

Jeffrey Lionel Dahmer nasceu na cidade de Milwaukee, em Wisconsin, no dia 21 de maio de 1960. Sua família não demorou em mudar-se para Bath, Ohio, onde estudou na Revere High School. Lá Dahmer jogava tênis e tocava clarinete. 

O casamento de seus pais foi se deteriorando com o passar do tempo, aumentando as brigas em casa. Seu pai empenhava-se muito na vida acadêmica, e sua mãe, acometida por várias doenças, era dependente de remédios. 

A ausência de carinho paterno e materno, assim como de amizades, tornou Jeffrey Dahmer um jovem bastante solitário.

Muitos de seus colegas o consideravam "estranho e bizarro". Aos 15 anos, estes perceberam que Dahmer era alcoólatra. Em uma entrevista  que concedeu a Philips no ano de sua morte, confirmou que seus desejos e fantasias assassinas começaram nessa época, não por causa do alcoolismo, Jeffrey bebia na tentativa falha de esquecer "o monstro" que habitava seus pensamentos.

Sabe-se que desde novo, ele tinha o hábito de dissecar animais mortos que encontrava, possuindo inclusive um "cemitério particular" no quintal de casa, porém até onde sabemos Dahmer nunca matou nenhum desses animais, ele os coletava em uma estrada próxima a sua casa por onde caminhava, os animais geralmente eram vítimas de atropelamento.

Jeffrey Dahmer - Mentes Perturbadas

No início da adolescência, ele descobriu que era homossexual, inclusive um de seus primeiros relacionamentos, foi com um garoto com quase a mesma idade.

Anos depois, Jeffrey confessou que costumava fantasiar sobre dominação sexual, exercendo controle total sobre um parceiro submisso. Essas fantasias mesclaram-se gradativamente com seus hábitos de dissecação. 

Em uma ocasião, ele escondeu-se no mato com um taco de beisebol, no intuito de atacar um homem pelo qual ficou obcecado; contudo, naquele dia o homem decidiu não saiu para suas corridas. Dahmer, depois, assumiu que esta foi a primeira vez que contemplou o ímpeto de matar alguém.

Jeffrey Dahmer cometeu seu primeiro assassinato em 1978, justamente após formar-se no colegial, nessa época ele já estava morando em sua própria casa. Precisamente, em 18 de junho daquele ano, ele viu um jovem pedindo carona na estrada enquanto passava de carro, tratava-se de Steven Hicks, de 19 anos.

Jeffrey Dahmer - Mentes Perturbadas

Fotografia de Steven Hicks, divulgada pelos jornais na época do assassinato.


Jeffrey deu carona ao rapaz e o levou para beber e ouvir música em sua casa, quando Steven tentou ir embora, ele não deixou, o acertando pelas costas, com um haltere de musculação.

Após o jovem cair, Dahmer terminou de matá-lo sufocado com a barra de ferro do  haltere, e então tirou a roupa do cadáver e começou a se masturbar em cima do corpo.

No outro ele dia dissecou o cadáver para o porão e enterrou o corpo, como se não bastasse, algumas semana após, Jeffrey Dahmer exumou o cadáver, retirou a carne dos ossos usando uma faca, então dissolveu  a carne em ácido, livrando-se dela pela privada. Os ossos foram destroçados com o auxílio de uma marreta.


Jeffrey Dahmer Wallpaper

Por influência do pai, que voltou para Ohio junto de sua noiva, Jeffrey Dahmer, se matriculou na universidade estadual do estado, onde não durou muito tempo, graças ao seu abuso de bebidas alcoólicas.

Após desistir da faculdade, Dahmer se alistou no exército e gerou uma controvérsia quando outros soldados o acusaram de estupro, o que o tirou do serviço não foi bem isso, mas seu alcoolismo que só piorava.

Ele não demorou muito a voltar para casa, em Ohio quando foi preso pela primeira vez ao perturbar a ordem enquanto estava embriagado.
 
[...]

Um adendo, deixei os trechos referentes ao álcool em negrito para dar ênfase à esse aspecto em particular, segundo palavras do próprio Dahmer: "Ele não bebia por prazer, mas como forma de tentar silenciar “o monstro” que habitava seus pensamentos.", geralmente serial killers cometem seus atos de forma sóbria e consciente, na perspectiva desumana dos mesmos, seus atos são como obras de arte, não precisam usar de substâncias para tais atrocidades.

Dahmer vai na contramão, tentando silenciar seus demônios através do alcoolismo, o que acaba por parecer possuir um efeito reverso, dando vazão para os mesmos. Quanto ter ou não transtorno antissocial, é um assunto para outro post dedicado apenas à algo menos descritivo e mais analítico.

[...]  

O pai, na tentativa de ajudar, mandou-o morar com a avó, achando que ela seria um bom exemplo para o jovem, e de início ele pareceu "se acalmar", ajudando a avó com as tarefas de casa, indo na igreja e até conseguiu um emprego.

Após dez meses Dahmer foi despedido, sendo preso novamente por atentado ao pudor, por mostrar suas partes íntimas em ambiente público, na frente de mulheres e crianças que lá estavam. Ele foi condenado a pagar uma multa.

Jeffrey Dahmer - Mentes Perturbadas

No ano de 1985, em janeiro, conseguiu um emprego em uma fábrica de chocolate, foi nessa mesma época que suas fantasias sexuais reapareceram, o motivando a frequentar saunas gay e envolver-se em novos relacionamentos.  

O problema é que Dahmer enxergava seus parceiros não como seres humanos, mas como objetos, mais tarde ele confessou isso publicamente.  

Ele se encontrava com alguns homens, colocava sonífero em suas bebidas e depois estuprava-os. Depois de no mínimo doze investidas dessas, ele foi proibido de entrar na sauna gay que tinha o costume de frequentar. 

Tempos depois começou a ter a ideia de profanar um túmulo para abusar do cadáver, após ver na TV a notícia sobre o enterro de um jovem de 18 anos. 

Jeffrey tentou desenterrar um corpo uma vez, mas não conseguiu cavar pois o solo estava muito duro. Isso não o fez desistir de cometer seus crimes, em agosto de 1986, ele foi preso por masturbar-se na frente de um menino de 12 anos.

Foi condenado a um ano em liberdade condicional, tendo como obrigação frequentar o psicólogo. As coisas poderiam ter entrado nos eixos com as sessões de terapia, mas na verdade elas só começaram a piorar.



UM RASTRO DE VÍTIMAS E VÍSCERAS:
O DOSSIÊ DE JEFFREY DAHMER

Jeffrey Dahmer - Mentes Perturbadas

Algumas das inúmeras vítimas de Jeffrey Dahmer.

No ano de 1987, mais especificamente no mês de novembro,  Dahmer - que ainda morava junto da avó - foi ao encontro de Steven Tuomi em um bar e o convenceu a ir com ele para um hotel.

Dahmer disse que pretendia drogar Steven para em seguida estuprá-lo,  não tinha o intuito de matar o homem, mas quando acordou o mesmo estava morto, com o peito esmagado e o corpo inteiramente lesionado.

Os punhos de Jeffrey estavam machucados, o que evidenciou que ele espancou e matou Tuomi, o assassino diz não ter lembranças desse crime em particular, mas não nega o fato de tê-lo cometido.

Posteriormente ele levou o corpo para a casa da avó, onde o desmembrou por completo, colocando a carne em sacos plásticos e esmagando os ossos. Se livrando de uma parte dos restos mortais, restando apenas a cabeça da vítima.

Dahmer ferveu a cabeça decepada com detergente e alvejante para tentar preservar o crânio, o qual ele utilizou para se masturbar, como se fosse um simples brinquedo sexual.

Jeffrey Dahmer - Mentes Perturbadas

Após esse crime, Jeffrey Dahmer não parou mais a sua caçada por vítimas, em uma sede insaciável por sangue, matou no total 17 homens e garotos, todos os crimes foram cometidos com requintes de crueldade.

"Era um jeito de lembrar suas aparências, sua beleza física. Eu também queria manter ... se eu não pudesse mantê-los lá comigo inteiros, eu pelo menos queria manter seus esqueletos." disse Jeffrey Dahmer, em fevereiro de 1993. Rememorando as motivações em fotografar suas vítimas e guardar partes dos seus cadáveres.

Para se ter uma ideia, quando o serial killer foi preso definitivamente, a polícia encontrou um torso humano, quatro cabeças decepadas, sete crânios, dois corações humanos e outras partes de suas vítimas que ele guardava como se fossem troféus, isso sem falar o que ele fazia com os corpos.

Chegando a comer a carne dos cadáveres, cometer necrofilia e até mesmo beber o sangue das vítimas, sem mencionar o aspecto ritualístico, Dahmer estava planejando um altar com os restos mortais de suas vítimas, como foi constatado em um desenho do mesmo, são muitos detalhes macabros acerca da trajetória decadente de Jeffrey Dahmer para abordá-los em apenas um post.
 
 

Por: David Alves Mendes | Mortalha Cult ©

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